porque jaz minha flor
no desabroche do botão de minha camisa
abarrotada após um gole de vida
amassada, como o papel de minha poesia
abri para os pétalas do meu peito sentirem a brisa
tal qual fizera meu pai em outrora doravante
vou seguir meus passos errantes
que é melhor do que os seus, errados
a partir de hoje, quero apenas o que for inventado
sou tropical, tropicália
efervescência ancestralizada
não mais rosa, mas dálias.
Sérgio Loureiro