O que o espelho me mostra?
Assim, nublado, mal consigo ver
Há vezes em que sou um menino inocente
Em outras, um homem perdido
Que ainda se assusta com a barba em seu rosto
A imagem não é nítida
Mas quem sou eu para cobrar certezas e convicções?
Daqui, o que vejo é desespero
Para fora do espelho
Como posso ter domínio de mim
se nem sei qual penteado combina comigo?
O corte do meu cabelo reflete anseios
Às vezes prefiro que seja curto e não me dê problemas
Mas por agora espero que cresça e se enrole nas suas raízes
Sérgio Loureiro