no amor líquido eu me afoguei

Afogo-me
De tantos falsos afagos
providos por falsos amigos
Amargos
pobre vespas almejam ser abelhas para, de flor em flor
a cada mel e mel
roubar o néctar meu.
Questiono-me:
De que vale ser doce em uma boca azeda?
Podre
onde tudo estraga
onde preferem tragar a ilicitude da vida
lhes dá prazer
Pleno
Transbordam-se

Sérgio Loureiro

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