maracujá soberano

Cantar é mais do que lembrar.

Caetano Veloso

Onde se perdeu o restante?
Como via os olhos sedentos em calores praianos
O ano inteiro, todo ano
Se encontra no interior de cada um.

Se até as bocas mais ardis
sopravam vento pelos ventres.
Ardiam fogueiras ao redor
a fumaça gerida no peito ardente.

Somos um, sou mil
Mil e algumas luzes explodiam, queimavam meus dedos.
Chapéu de palha, xadrez e flanela,
cores no escuro ornavam a cidadela.

Quermesse, ou quer agora?
Casar comigo, ir embora.
Sem medo, é fantasia
é sazonal, é junino
tempo de homem maduro virar menino
milho em tudo, tudo é amendoim
Hora de você encostar em mim.

Se essa rua fosse minha, eu mandava quadrilhar
com traques de brilhante
para ver o meu amor passar.

No beijo da barraca,
onde o genipapo é absoluto,
Maracujá soberano:
Seu rosto azedo me faz esperar ano a ano.

SL.

Deixe um comentário