Aos tantos trancos e barrancos, despenquei.
Em prantos, quantos Santos invoquei?
Terá sua Vênus me tirado da terra?
Será que em algum lugar você me espera?
Barco o troco na barra do porto, navego virgens mares, na conta do gosto.
Desejável ser ambulante, desespero
Quero-te, quero-me, querer é meu esmero.
Do que me resta penar?
Sou fuga, presépio e luar.
Entre tantos “entretantos” fiz-me ser
Até o “por enquanto” acontecer.
Sou poste para tua oração
Sou chaminé, lava em erupção.
Eu só não sei porquê tudo nosso rima
Nem porque só escrevo quando penso em você, menina.
Sérgio Loureiro