#7

Sete anos os vivemos
No encontro em que até o destino espera
Foste a doçura, o açúcar no café da manhã
Foste as crianças sonhadas em papéis amassados.
Sete vezes nos perdemos
Na tênue linha do medo e da entrega
Foste o abraço desamparado, a tentativa vã
Foste a mão fechada, o punho cerrado.
Sete palavras dissemos
Tudo isto um dia vai acabar
“Não quero estar aqui, nesse lugar”
A sétima sempre era amor.
Mas pela sétima vez
Foste a última.
A mais amarga.
Infértil.
Abrindo as mãos
Para o amor assassinar.

Sérgio Loureiro

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