lições

O eterno retorno do mesmo. Quero dizer tudo de novo. Falar muito mais do que sou capaz de falar. Com muita vivacidade. Com a tenra ternura de ter a terra novamente nos meus pés descalços. Reconhecendo as pedras e o caminho. Quero viver tudo de novo. Viver, reviver, reaver, reverberar. Rever a relva densa de pastos que me nutriram. Quero fazer tudo de novo. Fazer mais do que sou capaz de fazer. Fazer no afã, no afogar, na farra, no fruir. Tenho as ferramentas mas não tenho a matéria-prima. Quero sentir tudo de novo. Sentir nem em demasia e nem em economia. Não viver uma vida na ponta do lápis, nem ser comedido em me racionar e racionalizar. Ser Bahia, ser baiano. Ser normal, ser estranho. Ser carne, ser alma. Ser o oposto contraditório conivente com a concordância universal do ser. Ou não. Eis a questão. E ser de novo. Não sendo novamente. O eterno retorno do mesmo. Como são todas as coisas.

Ser Sérgio Loureiro

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