e então eu estava bêbado. e o gim no copo combinava com o seu vestido. a ambos eu queria dar um fim. e então, no fundo da sala, B.B. King começa a tocar. aquela música dedicada à sua guitarra. uma guitarra. e o que eu já fiz por você? digo, o gim ainda está no copo e você desfila graciosamente com seu vestido azul cristal. se você fosse um pouco mais bonita, seria fatal. e morrer seria normal. mas isso tem que acabar. você pode me manter em suas mãos, pois assim é mais fácil me provocar. mas olhe ao redor. o fim ainda está no copo. e o gim está próximo. e não adianta de orgulho se trajar. cristais não vão durar às doze badaladas. diga-me se você quer que eu minta. mas a canção continua a tocar. eu poderia fazer tudo por você. mas não é o copo que você tem em mãos. talvez eu volte para casa sozinho. mas eu também tenho a minha guitarra. às vezes acho que ela chora quando a toco. mas são os seus lamentos, não a sufoco. isso tem que acabar. mais uma, Lucille! porque ainda tem gim no copo. e você pode dançar.
sérgio loureiro