odisseia baiana

em meio à neblina
no fosco, na rima
tu viesse
devagarinho
me chamando de moço
menino
tão lindo
seu jeito, fascínio
que me jogou no Rio
da Bahia, do norte
que sorte a minha
estar em teu caminho
que sobe –
só sabe quem viu
quem está em tua companhia –
e no meu assovio
eu canto, menina
que bom tua sina
de ser o farol
limpando a neblina
as nuvens acima
de minha cabeça farta
de tanta falta que sobra
diante do armário
que veste as roupas sagradas
do meu Santo Amaro
Cachoeira, recôncavo
pelo amor do amor
em nome de quem for
juro fazer tudo que você quiser
se me deixar ver o sol de manhã
sob teus pés
entre teus braços
refletindo em teus olhos
é fácil a vida ser boa
obrigado!

sérgio loureiro

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